Foge a luz
para o cantinho escuro da sala.
Cansou de brilhar,
de flamejar diante de si mesma.
Foram tantos dias sem mudar,
sem semi-tons que
começou a fazer esforço
pra manter o brilho diário.
A cada tic,
faiscava.
A cada tac
cintilava.
Era tanta preocupação
de ser luz que quase esquecia
do que era, contraste do breu.
É bom, de quando em vez
se entregar à escuridão,
sem fechar os olhos,
sem procurar sóis.
É bom não esquecer
que luz que se pretende
ininterruptamente sol,
acaba por cegar-se.
Mais uma em homenagem à um graaaaaaande amigo poeta!!!!!
sexta-feira, 9 de maio de 2008
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